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Edilma VieiraPsicóloga · CRP 06/197668

Crianças

Psicólogo infantil em Campinas: sinais de que seu filho pode precisar de terapia

Como diferenciar uma fase difícil de um sinal de alerta, o que acontece nas sessões com crianças e como os pais participam do processo.

Edilma VieiraPsicóloga · CRP 06/197668 6 min de leitura Publicado em
Psicóloga Edilma Vieira sorrindo à mesa do consultório em Campinas, com os livros que escreveu empilhados ao lado
Resposta curta

Vale procurar um psicólogo infantil quando uma mudança de comportamento dura semanas, aparece em mais de um ambiente, como casa e escola, ou atrapalha o sono, a alimentação, a aprendizagem ou as amizades da criança. A terapia infantil usa brincadeiras, histórias e atividades adequadas à idade. Os pais participam com sessões de orientação.

Toda criança tem dias difíceis. Birras, medos e mudanças de humor fazem parte do desenvolvimento. A dúvida de muitos pais em Campinas é saber quando isso passou do esperado para a idade. Este artigo ajuda a observar os sinais com mais clareza e explica como funciona a terapia infantil.

Birra ou sinal de alerta: como diferenciar

Um comportamento isolado raramente diz muito. O que ajuda a decidir é observar quatro critérios ao mesmo tempo:

CritérioEsperado para a idadeMerece atenção
DuraçãoPassa em alguns dias.Continua por semanas.
IntensidadeA criança se acalma com ajuda.As crises são longas e difíceis de conter.
AmbientesAparece em uma situação específica.Aparece em casa, na escola e com outras pessoas.
ImpactoA rotina segue normal.Atrapalha sono, alimentação, aprendizagem ou amizades.

Quando dois ou mais desses critérios aparecem na coluna da direita, vale conversar com um psicólogo infantil. Uma avaliação inicial não significa que existe um problema grave. Ela ajuda a entender o que está acontecendo.

Sinais de que seu filho pode precisar de terapia

Os sinais variam conforme a idade, mas alguns aparecem com frequência no consultório:

  • Emoções: tristeza ou irritação na maior parte dos dias, medos que impedem atividades comuns, choro frequente sem motivo aparente.
  • Comportamento: agressividade com colegas ou irmãos, crises de raiva intensas, dificuldade grande para aceitar limites.
  • Escola: queda no rendimento, recusa em ir para a escola, queixas repetidas de professores.
  • Relações: isolamento, dificuldade para fazer ou manter amigos, timidez que impede a participação.
  • Corpo e rotina: mudanças no sono ou no apetite, dores de barriga e de cabeça sem causa médica.
  • Regressões: voltar a fazer xixi na cama, falar como bebê ou pedir colo o tempo todo, depois de já ter superado essas fases.

Antes de tudo, vale descartar causas físicas com o pediatra. Dor, problemas de visão ou de audição também mudam o comportamento de uma criança.

Quando a terapia ajuda mesmo sem um problema aparente

Algumas situações pedem apoio mesmo quando a criança parece bem. Nesses momentos, a terapia funciona como prevenção e ajuda a família a atravessar a fase com menos sofrimento:

  • Separação dos pais ou nova configuração familiar.
  • Morte de alguém próximo, inclusive de um animal de estimação.
  • Mudança de cidade, de casa ou de escola.
  • Chegada de um irmão.
  • Situações de bullying, como vítima ou como autor.

Como funciona a terapia infantil

A criança nem sempre consegue explicar com palavras o que sente. Por isso, a terapia infantil usa uma linguagem do tamanho dela: brincadeiras, desenhos, histórias e jogos. Esses recursos não são passatempo. Eles ajudam a criança a reconhecer, nomear e lidar com as emoções.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, abordagem usada pela Edilma, o trabalho com crianças costuma incluir:

  • Psicoeducação: explicar para a criança e para os pais, de forma simples, o que está acontecendo.
  • Regulação emocional: estratégias para lidar com raiva, medo e frustração.
  • Habilidades sociais: treino de como pedir, recusar, esperar a vez e resolver conflitos com colegas.
  • Orientação aos pais: sessões com os responsáveis para ajustar a rotina e a forma de comunicar em casa.

As sessões costumam ser semanais. O tempo total de acompanhamento depende da demanda e é revisto ao longo do processo.

O papel dos pais e o sigilo na terapia infantil

Na terapia infantil, os pais fazem parte do processo. O Código de Ética Profissional do Psicólogo exige a autorização de pelo menos um dos responsáveis para o atendimento contínuo de crianças e adolescentes.

A criança também tem direito a um espaço de confiança. Por isso, o psicólogo conta aos pais o que é essencial para promover medidas em benefício da criança, sem relatar cada detalhe das sessões. Esse equilíbrio é combinado com a família desde o começo.

Como explicar para a criança que ela vai ao psicólogo

  1. Seja honesto. Diga que vai conhecer uma pessoa que ajuda crianças e famílias a lidar com sentimentos.
  2. Não apresente como castigo. Evite frases como "se continuar assim, vai para o psicólogo".
  3. Use um exemplo concreto. "Lembra que você fica muito bravo e depois se sente mal? Lá vocês vão pensar juntos no que ajuda."
  4. Conte que você também participa. Saber que os pais estão envolvidos tranquiliza a criança.

A escola pediu uma avaliação psicológica. E agora?

Quando a escola ou o médico sugere uma avaliação, normalmente estão pedindo um psicodiagnóstico. É uma avaliação psicológica estruturada, com entrevistas com os pais, observação da criança e instrumentos padronizados.

Os testes psicológicos usados precisam ter parecer favorável do Conselho Federal de Psicologia. A lista oficial fica no Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI). Ao final, a família recebe uma devolutiva com orientações para os próximos passos.

Além da especialização em TCC, a Edilma é especialista em Neuropsicologia pelo CETCC. A Neuropsicologia estuda a relação entre o cérebro e funções como atenção, memória e organização. Esse olhar ajuda a entender dificuldades de aprendizagem e de desenvolvimento.

Quando envolver outros profissionais

O cuidado com a criança muitas vezes é feito em equipe. Dependendo do caso, o psicólogo pode sugerir conversar com o pediatra, o neuropediatra, o psiquiatra infantil, o fonoaudiólogo ou o psicopedagogo. A troca entre esses profissionais, com autorização da família, deixa o plano mais completo.

Dúvidas frequentes

Com que idade a criança pode fazer terapia?

Não há uma idade mínima fixa. Com crianças muito pequenas, o trabalho costuma começar pela orientação aos pais. Conforme a criança cresce, as sessões com ela ganham espaço, sempre com recursos adequados à idade.

Os pais participam das sessões?

Sim. Os pais participam de sessões de orientação e, em alguns momentos, de sessões junto com a criança. A frequência dessa participação é combinada com a psicóloga.

O que a psicóloga conta aos pais sobre as sessões?

Os pais recebem as informações essenciais para ajudar a criança, como avanços, dificuldades e orientações. Detalhes que a criança compartilha em confiança são preservados, como prevê o Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Quanto tempo dura a terapia infantil?

Depende da demanda. As sessões costumam ser semanais, e o andamento é revisto periodicamente com a família.

Terapia infantil online funciona?

Para crianças pequenas, o presencial costuma ser mais indicado, porque a sessão usa brinquedos e materiais. O online funciona bem para a orientação aos pais e, em alguns casos, para crianças maiores.

Qual a diferença entre psicoterapia e psicodiagnóstico?

A psicoterapia é um acompanhamento contínuo para lidar com as dificuldades. O psicodiagnóstico é uma avaliação com começo, meio e fim, que termina com uma devolutiva e orientações. Ele pode ser feito antes ou durante a terapia.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação psicológica individual. Em uma crise, ligue para o CVV no 188 ou para o SAMU no 192.

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